segunda-feira, 16 de abril de 2012
sábado, 14 de abril de 2012
Quase a chegar
- mãe, estamos quase a chegar?
- não...
- já chegámos?
- não filho, ainda falta um bocadinho.
- então, já andámos um bocadinho, se ainda não chegámos estamos quase a chegar!
- ok. Visto por esse prisma, pode ser.
- estamos quase a chegar?
- ainda falta um bocadinho, mas sim...
- então estamos quase a chegar?
- ok! Sim.
- boa! Estamos quase a chegar!
- não...
- já chegámos?
- não filho, ainda falta um bocadinho.
- então, já andámos um bocadinho, se ainda não chegámos estamos quase a chegar!
- ok. Visto por esse prisma, pode ser.
- estamos quase a chegar?
- ainda falta um bocadinho, mas sim...
- então estamos quase a chegar?
- ok! Sim.
- boa! Estamos quase a chegar!
sexta-feira, 13 de abril de 2012
Pão duro
Sabem aqueles cães que escondem os ossos, enterrados na terra, para mais tarde os saborearem? (se calhar não são "aqueles" cães, mas sim todos eles...). A Mafalda faz mais ou menos a mesma coisa com o pão... Não é que ela o esconda... Ela abandona-o nos lugares mais improváveis e depois volta a encontrá-lo mais tarde (às vezes dias mais tarde) duro e seco e volta a saborea-lo como se tivesse acabo de sair do forno. Depois fica chateada comigo quando lho tiro e digo que tem que ir para o lixo. grita zangada como se tivesse a tirar um doce a uma criança... O que na verdade é mais ou menos o que estou a fazer...
quinta-feira, 12 de abril de 2012
o arco-íris
O Francisco estava a fazer uma birra daquelas no carro... Estava zangado e triste porque queria ficar em casa dos avós e nós (os maus da fita, pelos vistos) não deixávamos. Ele não queria ir para casa e muito menos para a escola no dia seguinte e chorava alto e em bom som.
Respirei fundo. Estava cansada e sabia o que o faria acalmar, por isso ganhei forças, puxei pela imaginação e lá inventei mais uma história:
"Era uma vez uma joaninha que estava farta de ser vermelha e preta. Um dia, pegou numas latas de tintas e pintou cada uma das suas pintas de uma cor diferente: azul, rosa, lilás... "
(por esta altura ela já estava calado, concentrado na história. Eu é que não sabia bem como continuá-la...) "... muitas cores. Passou a ser chamada de Joaninha Pintarolas.
Um dia a Joaninha pintarolas andava a passear e encontrou um gafanhoto:
- Olá Joaninha, estás tão colorida, como fizeste isso?
- É fácil - respondeu a joaninha - pintei as minhas pintas com tintas. Tu também te podes pintar se quiseres!
- Gostava tanto. - disse o gafanhoto.
- Então, escolhe uma cor, que eu tenho aqui todas!"
(pedi ao Francisco para escolher a cor, que foi o vermelho.)
"E a joaninha ajudou o gafanhoto a pintar-se de vermelho. Andavam eles a brincar quando apareceu um grilo:
- Vocês estão tão coloridos! também gostava de ter cores diferentes, estou farto desde castanho esverdeado que tenho no corpo...
- também te podemos pintar - disse a joaninha.
- Escolhe uma cor - acrescentou o gafanhoto - é muito divertido.
- Eu quero vermelho e verde - disse o grilo/Francisco.
Então, a joaninha e o gafanho pintaram o grilo.
À medida que iam passeando iam aparecendo outros insectos e todos quiseram ser pintados. Escolheram muitas cores diferentes e a floresta estava muito animada e com muita alegria. Mas, quando eles se encontravam todos a voar, começou a chover... a tinta começou a cair dos insectos e fez um grande arco-íris.
Fim"
Esta técnica de inventar uma história é muito boa. Ele fica concentrado, para captar a nova história, eu pratico a imaginação e, mais importante, a birra acaba.
Respirei fundo. Estava cansada e sabia o que o faria acalmar, por isso ganhei forças, puxei pela imaginação e lá inventei mais uma história:
"Era uma vez uma joaninha que estava farta de ser vermelha e preta. Um dia, pegou numas latas de tintas e pintou cada uma das suas pintas de uma cor diferente: azul, rosa, lilás... "
(por esta altura ela já estava calado, concentrado na história. Eu é que não sabia bem como continuá-la...) "... muitas cores. Passou a ser chamada de Joaninha Pintarolas.
Um dia a Joaninha pintarolas andava a passear e encontrou um gafanhoto:
- Olá Joaninha, estás tão colorida, como fizeste isso?
- É fácil - respondeu a joaninha - pintei as minhas pintas com tintas. Tu também te podes pintar se quiseres!
- Gostava tanto. - disse o gafanhoto.
- Então, escolhe uma cor, que eu tenho aqui todas!"
(pedi ao Francisco para escolher a cor, que foi o vermelho.)
"E a joaninha ajudou o gafanhoto a pintar-se de vermelho. Andavam eles a brincar quando apareceu um grilo:
- Vocês estão tão coloridos! também gostava de ter cores diferentes, estou farto desde castanho esverdeado que tenho no corpo...
- também te podemos pintar - disse a joaninha.
- Escolhe uma cor - acrescentou o gafanhoto - é muito divertido.
- Eu quero vermelho e verde - disse o grilo/Francisco.
Então, a joaninha e o gafanho pintaram o grilo.
À medida que iam passeando iam aparecendo outros insectos e todos quiseram ser pintados. Escolheram muitas cores diferentes e a floresta estava muito animada e com muita alegria. Mas, quando eles se encontravam todos a voar, começou a chover... a tinta começou a cair dos insectos e fez um grande arco-íris.
Fim"
Esta técnica de inventar uma história é muito boa. Ele fica concentrado, para captar a nova história, eu pratico a imaginação e, mais importante, a birra acaba.
quarta-feira, 11 de abril de 2012
ida ao dentista
O Francisco foi ontem pela segunda vez ao dentista. Se já me custa convencer-me a mim própria ir ao dentista temo que com o meu filho não seja melhor. Ele até estava contente por ir, saiu mais cedo da escola e tinha as playstations da sala de espera na mira. Entretanto chamaram-nos para colocar umas "toucas" de plástico nos sapatos e entrar. O Francisco entrou em estado mudo. Não disse uma única palavra enquanto esteve no gabinete. Quando lhe perguntaram o nome optou por não responder e quando lhe perguntaram a idade esticou 4 dedos da mão. Fixou o olhar na TV que estava no tecto a dar desenhos animados e fazendo várias caretas, lá deixou que lhe vissem e limpassem os dentes. Quando foi para meter o flúor e Dra pediu para lhe tirar umas fotografias, para prolongar o tempo "daquela coisa" na boca e depois ia-lhe dando indicações tipo "agora pisca o olho, agora faz fixe com a mão". As caretas dele eram de tal ordem que eu não consegui parar de ir ao tirar as fotos... Ainda pensei "Marta, comporta-te, tens que fazer o papel de mãe, isto é para o teu filho aguentar aquilo na boca!!!!" mas era mais forte que eu!
Quando saímos para o corredor, o Francisco sentou-se para tirar as "toucas" e desabafou para ele próprio "isto é uma porra...". Fiquei espantada: "o que é que disseste?" e ele encolheu os ombros meio malandro: "não sei! nada..."
Infelizmente tem uma cárie e tem que lá voltar mais cedo que o desejado. Que fique claro que esta cárie não foi provocada por falta de higiene oral, mas sim por ele ter os molares muitos juntos aos outros dentes, o que implica ter que usar fio dental. Ora, se já é uma luta só para lavar os dentes... vai ser bonito...
Quando saímos para o corredor, o Francisco sentou-se para tirar as "toucas" e desabafou para ele próprio "isto é uma porra...". Fiquei espantada: "o que é que disseste?" e ele encolheu os ombros meio malandro: "não sei! nada..."
Infelizmente tem uma cárie e tem que lá voltar mais cedo que o desejado. Que fique claro que esta cárie não foi provocada por falta de higiene oral, mas sim por ele ter os molares muitos juntos aos outros dentes, o que implica ter que usar fio dental. Ora, se já é uma luta só para lavar os dentes... vai ser bonito...
terça-feira, 10 de abril de 2012
as moedas?
O Francisco recebeu um carro/mealheiro para pintar. Todo entusiasmado perguntou-me por onde saiam as moedas. Eu mostrei-lhe que por baixo havia uma tampinha redonda de borracha que dava para tirar. Não satisfeito com a resposta, pediu-me para eu tirar a tampa. Tirei, ele olhou para dentro do mealheiro, sacudiu e perguntou-me meio incrédulo: "então? onde estão as moedas?"
Teve que se contentar com as pinturas...
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